Dirigentes de Itajaí, Joinville, Blumenau e Florianópolis falam das expectativas para os Jasc

Foco nas categorias de base é destaque nos discursos dos representantes municipais

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Itajaienses estão confiantes no título (Foto: Cleber Bicca)

Quando se pensa em título geral dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) os tradicionais nomes que vêm na cabeça do torcedor são: Blumenau (41 títulos), Florianópolis (8) Joinville (4), e Itajaí (2). Afinal, são estes municípios que têm duelado pelo troféu geral nas últimas edições.  Mas, para a edição 2018 dos Jasc, como estão a preparação e a expectativa dos favoritos para a maior competição esportiva de Santa Catarina?

Se depender de confiança, pode-se dizer que Itajaí virá forte na busca do tricampeonato. O município conquistou o título das duas últimas edições dos Jasc. “Vamos brigar pelo título geral de novo”, garante  Geovani Prateat, secretário adjunto da Fundação Municipal de Esporte e Lazer de Itajaí. Segundo ele, o time, composto por de 400 atletas, virá renovado.

Itajaí e o trabalho de base

“Nas nossas duas conquistas tínhamos cerca de 30% dos nossos atletas vindos de fora do estado. Para esta edição em Caçador  90% da nossa delegação é oriunda de atletas da base, fruto de um trabalho sério que estamos desenvolvendo  nos últimos dois anos. Como exemplo, temos  o Projeto Social Nadar, que atende, desde o ano passado, cerca de 5 mil pessoas”.

Para o dirigente, Itajaí virá forte em modalidades como triatlo, natação, handebol, bolão e bocha.

Confiança também é a palavra de ordem em Blumenau, que participa da edição de Caçador com 400 atletas. Supercampeão dos Jasc, o município perdeu o título de 2017 para Itajaí por uma diferença de sete pontos (202 a 195), mas este ano, pretende se redimir com sua torcida.

Blumenau e o propósito de campeão

“Blumenau sempre participa dos Jasc com o propósito de ser campeão, e agora, em 2018, não será diferente”, enfatiza Egídio Beckhauser, presidente da Fundação Municipal de Desportos. Ele acredita que modalidades como fusal, voleibol, basquete e handebol, principalmente as que participaram de liga nacional, têm tudo para brilharem.

Egidio destaca ainda que o time tem bastante gente do próprio município, e criou-se uma sinergia com a comunidade local. “São filhos de ex-atletas que hoje representam Blumenau, e isso tem sido bacana. Além do mais, estamos recebendo apoio de todos: empresários, prefeitura, enfim, a comunidade blumenauense adora os Jasc”, destaca.

Se  itajaienses e blumenauese estão confiantes, o mesmo não acontece com Joinville. Para Estevan Catoni, coordenador de alto rendimento e formação da Secretaria de Esporte (Sesporte),  a expectativa é de que o município fique em quarto lugar. Isso porque, segundo ele, houve uma mudança de filosofia de deixar de contratar atletas de fora da cidade para valorizar as categorias de base, os chamados ‘prata da casa”.

Joinville com a iniciação esportiva

“Nos últimos anos Joinville vem realizando um trabalho muito forte focado nas categorias de base. Temos, por exemplo, o  Programa de Iniciação Desportiva, que atende aproximadamente 7 mil crianças gerando massificação de várias modalidades. Com isso, têm surgido destaques que logo são incorporados em equipes de Olesc e Joguinhos Abertos. Nos Jasc, nossa delegação é composta por estes atletas,  somado aos atletas adultos ‘pratas da casa’, indo contra a política de contratação de atletas de fora.”

A delegação joinvilense viajará para Caçador com 330 atletas e aposta nas modalidades de futsal masculino, tiro armas longas, ginástica rítmica, basquete masculino, bolão 16 masculino, tênis mesa feminino e jiu jitsu masculino.

Florianópolis não crê em título

Outra delegação que também foca nas categorias de base em detrimento ao rendimento é o time de Florianópolis. Com uma equipe composta por 340 atletas, Marcelo Melo, superintendente da Fundação de Esporte, acredita que a Capital deva brigar pelo quinto lugar.

“Nos últimos dois anos, a política da prefeitura tem sido de investir em projetos sociais e sabemos que os Jasc são rendimento. Acredito que esta safra de atletas que estamos contemplando agora dará frutos daqui a dois anos”, enfatiza Marcelo Melo. Ele destaca que a prefeitura tem estabelecido convênios com outras instituições para fomentar o esporte de base como o que está sendo realizado com o Instituto Estadual de Educação, com a ginástica rítmica e artística.

Mesmo sem almejar o título geral, o dirigente acredita que os florianopolitanos devam fazer bonito em modalidades como a ginástica rítmica, basquete, handebol e remo, voleibol, xadrez e natação.

Texto: Antonio Prado

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