Um centímetro decisivo

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Heron Queiroz

 

Por Orlando Pereira

A briga pela medalha de ouro na prova do lançamento do disco na 58ª edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina se confirmou e por diferença de apenas um centímetro. Felipe Lorezon atingiu 51,24m, enquanto Luis Henrique Schneider, com 51,23m, bem abaixo do seu próprio recorde batido em 2013, com 55,08m ,e mais recentemente nos Jasc de Jaraguá do Sul, com 56,55m. Os dois atletas retornaram esse ano para Rio do Sul, apostando na proposta da FMD de resgatar os valores locais que estavam competindo por outros municípios, respectivamente Itajaí e São José.

Lorezon atingiu a marca no seu quarto lançamento, enquanto Schneider foi no terceiro. Mas confessa que não sabia que a diferença tinha sido de apenas um centímetro. “Acho que houve erro na trena”, brincou o medalhista de prata. Os dois se revezam no topo do pódio desde 2011. Schneider ganhou o ouro naquele ano e em 2012 quando bateu o recorde da prova nos Jasc, depois de 26 anos, que pertencia a Otmar Welsh, que competia por Florianópolis. Lorezon, já defendendo Itajaí, ganhou o ouro em 2013, com Schneider em segundo. As posições se inverteram em 2014. Lorezon foi ouro de ouro de 2015 a 2018.

A medalha de ouro acabou sendo um presente especial para Lorezon, que enfrentou diversos problemas. Sofreu lesões no tornozelo e no joelho. Como isso não tivesse sido suficiente, trocou de treinador. Ele disse que competir por Rio do Sul é bem melhor. “Aqui você não tem a obrigação de fazer o resultado para ajudar a conquistar o título de campeão geral da modalidade”, observa Schneider. O desafio deles agora é o Troféu Brasil, que acontece a partir da próxima sexta-feira (14) até domingo (16), em Bragança Paulista (SP).

A história da dupla é a mesma. Eles foram descobertos na escola pelo técnico Jeberton Fermino, atualmente superintendente da FMD, dentro do projeto de revelar talentos nas provas de campo. “É gratificante ver que aquela inciativa deu resultados, principalmente neste momento de trazer para Rio do Sul esses medalhistas”. “Nada justifica deixar competindo por outros municípios”.

Adaptação à altitude

A prova lenta, em razão do calor, facilitou na vitória de Patrick Vieira, na prova de 5 mil metros, na manhã deste sábado (8). O atleta que compete por São José é especialista nos 1.500m, fator que considera ser determinante para a conquista da medalha de ouro. Ocupando a terceira colocação do ranking brasileiro da categoria Sub-23, o campeão fez a sua preparação durante 30 dias em Lages e São Joaquim, para se adaptar à altitude de Caçador, que é 920m acima do nível do mar. “No meu caso, que moro em Itajaí, isso foi fundamental”, complementou Vieira.

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