Baiano estraga a festa caçadorense

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Foto: Alessandro Koizumi

 

Por Orlando Pereira

O atleta Antônio Carlos de Jesus, o Baiano, que compete por São José, estragou a festa que a torcida de Caçador havia preparado para comemorar o título de Laurindo Nunes Neto, na prova dos 10 mil. O caçadorense tentou abrir vantagem a partir da quinta volta, mas acabou sendo ultrapassado, perdendo a chance de conquistar a terceira medalha de ouro consecutiva nos Jogos Abertos de Santa Catarina. Os dois são os principais adversários nas etapas que contam pontos para o ranking brasileiro.

Baiano enfrentou um ano difícil. Sofreu quatro lesões e voltou a treinar a menos de 90 dias. Por essa razão, não conseguiu participar de nenhuma prova que valesse pontos para o ranking brasileiro. Depois de todo trabalho de preparação foi na Colômbia em razão da altitude de Caçador 970 metros em relação ao nível do mar. “Consegui me superar tecnicamente e vencer ao Laurindo dentro de sua casa, com apoio dos torcedores, o que não foi fácil”.

O atual bicampeão dos 10 mil reconheceu que a estratégia que traçou para ganhar a prova. Laurindo pretendia abrir bem nas voltas iniciais, mas não conseguiu. “Da metade da prova em diante senti um pouco o desgaste do calor e principalmente da prova de sábado”. Ele lamentou não ter conseguido o ouro, o que resultaria na comemoração com a torcida. Mesmo assim, foi aplaudido pelo público presente. “Com essa nossa pista sintética, legado dos Jasc, vamos nos preparar ainda mais para o próximo ano”, observou o bicampeão da maratona de São Paulo.

Persistente apesar de ser o antepenúltimo

Um exemplo de superação na prova de 10 mil foi do atleta Marcos Vinicius Zanella, 28 anos. Representando Pinheiro Preto, município na região Meio-Oeste, ele foi persistente e terminou na 14ª colocação do total de 16 que largaram, sendo aplaudido a cada volta e, principalmente, quando cruzou a linha de chegada. A diferença em relação ao campeão foi de aproximadamente 30 minutos. Essa é a primeira vez que participa nos Jasc no atletismo, nove anos depois de ter disputado a competição, na modalidade de futsal.

Foto: Alessandro Koizumi

Zanella sabia que não teria a mínima chegando nas primeiras colocações porque teria adversários de nível nacional, como o campeão e o vice. O objetivo traçado foi terminar a prova, mas em uma melhor colocação. “Quando posso treino três vezes por semana depois de sair do trabalho, porque não sou profissional, mas isso não aconteceu nas últimas semanas”.

 

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