Da bola para o apito, Igor é sinônimo de eficiência

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Os Parajasc são o terceiro evento na carreira do jovem árbitro (Foto: Heron Queiroz)

Por Heron Queiroz

     Natural de São José do Cedro, Igor Scotta, 20 anos, é um dos mais recentes árbitros a integrar a Federação Catarinense de Handebol (FCHb). Formado apenas há três meses no curso de arbitragem da modalidade, Igor vem atuando numa sequência de eventos: estadual dos Jogos Escolares de Santa Catarina de 12 a 14 anos, em São José; seletiva da Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc), na região Oeste; e agora nos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), em Jaraguá do Sul.

     A vida esportiva, em especial a arbitragem, não é novidade para Igor. Conhecedor de várias modalidades esportivas, Igor aplica no apito a experiência que obteve jogando. Além do recente registro como árbitro da FCHb, há três anos ele atua na arbitragem de futsal, de futebol e de vôlei pela Liga Esportiva Oestina, de São José do Cedro. A deficiência congênita no braço esquerdo nunca foi impedimento para a prática esportiva. Aos 10 anos, já praticava handebol. “Sempre gostei de jogar e nunca quis nem nunca tive tratamento diferenciado em função da deficiência”, destacou ele.

     Igor se divide entre o apito e bola, já que ainda é jogador de handebol e já chegou a atuar nos Jesc, Olesc, Joguinhos Abertos e em três edições dos Jogos Abertos (Jasc). Além disso, também participou dos Jogos Escolares Paradesportivos (Parajesc), na modalidade de atletismo, sagrando-se campeão nos 100m e nos 1.000m rasos. Também participou da prova de lançamento do dardo, ficando em quinto lugar.

     Auxiliar administrativo no setor de gestão operacional da rede Fiesc/Sesi, Scotta, vê a vida ganhar novos rumos. A oportunidade tornar-se árbitro de handebol apareceu por um convite do Professor João Mello para um curso que aconteceria em julho deste ano em Concórdia. Igor procura somar à carreira a experiência que tem como atleta. Objetivando passar a Confederação Brasileira e à Federação Internacional, o jovem árbitro procura ampliar os conhecimentos, estudando e assistindo ao máximo a jogos de handebol, o que o faz ir com frequência ao Paraná para acompanhar os jogos de lá, além dos de Santa Catarina.

Igor Scotta se sente realizado em tornar-se árbitro de handebol, modalidade da qual também é atleta (Foto: Heron Queiroz)

     Com a atuação nos Parajasc, Igor já soma 11 partidas no currículo e ainda deverá ter mais duas até o fim da competição. “Com os Parajasc, você amadurece, percebe que não é o único, mas, ao mesmo tempo, a gente não vê diferença atuando como árbitro entre o esporte convencional e o paradesporto. O tratamento é igual. O importante é fazer cumprir a regra específica de cada competição”, explicou. “O que torna mais fácil apitar no paradesporto é que nele o fair play é mais comum. O respeito em quadra é bem maior”, completou Igor.

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